23 de fevereiro de 2011

Vela acessa, chama fria...

Um rascunho?, uma ideia?
A espontaneidade antes de ir deitar.
Boa noite.

(Mas só tiverem coragem. O melhor mesmo é ficarmos pelas palavras escritas.)

Foram mágoas, tantas mágoas
De uma rigidez tão fria.
Sete mares, quatro ventos
Uma casa que ruía.
Pela porta mal fechada
O frio entrava, o frio doía.
Nessa face mal amada
Rugas leves, dia-a-dia.

Enquanto o chão estremece
No epicentro da palavra.
Foste sol que entristece
O quase tudo, o quase nada.
E agora, disfarçada
Na entrada de mais um dia.
Foste tu, qual noite clara
Vela acesa, chama fria.

1 comentário:

Filipe Coelho disse...

Muito Muito bom!

Trans - Siberiano