31 de julho de 2007

A vitória de um povo que não sabe o que é ganhar...

Um dos meus blogs de visita obrigatória é o Cox & Forkum. O sentido de humor destes cartoonistas entra todos os dias no meu PC. O mais recente cartoon é alusivo à vitória da selecção Iraquiana na Copa Asiática.

Uma vez mais um fenómeno desportivo suplanta estratégias políticas e militares. O que não se conseguiu com parlamentos, constituições, exércitos, tribunais e até enforcamentos, foi agora alcançado por umas meras 11 pessoas. Pela primeira vez desde o fim da guerra o Iraque ficou unido. Não no plano político, mas sim no plano sentimental e de orgulho na sua nação. A insegurança continua, os atentados também, mas uma nova esperança renasce. A esperança e a certeza de que o povo Iraquiano é capaz, a certeza de que os movimentos "underground" tentam minar o solo de um povo que quer avançar. Como vem sendo normal, 4 pessoas morreram acidentalmente durante os festejos. Festejos de um povo que até à bem pouco tempo não sabia o que era ganhar, festejos de uma democracia primordial que dá agora os primeiros passos. A verdade é que no fundo no fundo os festejos dos Iraquianos não são assim tão diferentes dos festejos nas restantes nações futebolísticas. Nós vamos sonhando com vitórias agarrados à bandeira, a uma cerveja e a um amigo, o Iraquianos sonham agarrados a uma AK-47. Condenável? Penso que não... Afinal de contas, esta é a única realidade que eles conhecem desde o dia em que nasceram...
Seriamos nós tão diferentes se lá tivéssemos nascido?



1 comentário:

Gó disse...

Não seriamos certamente diferentes deles; o Homem é o espelho da sociedade onde está inserido, salvo excepções, é claro...

Trans - Siberiano